sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Gerenciamento de Riscos em Projetos

A área de Gerenciamento de Riscos inclui os processos relacionados com a identificação, análise e estabelecimento de contramedidas para os riscos do projeto. O Gerenciamento de riscos possibilita uma chance de melhor compreender a natureza do projeto, envolvendo os membros do time de modo a identificar e responder às potenciais forças e riscos do projeto de modo a responder a eles, geralmente associado a tempo, qualidade e custos.

O risco do projeto é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, terá um efeito positivo ou negativo sobre pelo menos um objetivo do projeto, como tempo, custo, escopo ou qualidade. Um risco pode ter uma ou mais causas e, se ocorrer, um ou mais impactos.
Fonte: PMBoK

Gerenciamento das Aquisições em Projetos

A área de Gerenciamento de Suprimentos e Contratos inclui os processos necessários para a aquisição de bens e serviços fora da organização executora do projeto. Tem como objetivo dar garantia ao projeto de que todo elemento externo participante do projeto irá garantir o fornecimento de seu produto, ou serviço, para o projeto.

O gerenciamento de aquisições do projeto também inclui a administração de qualquer contrato emitido por uma organização externa (o comprador) que está adquirindo o projeto da organização executora (o fornecedor) e a administração de obrigações contratuais estabelecidas para a equipe do projeto pelo contrato.
Fonte: PMBoK

O Ciclo PDCA

O Ciclo PDCA foi idealizado por Shewhart e mais tarde aplicado por Deming no uso de estatísticas e métodos de amostragem. Nasceu no escopo da tecnologia TQC (Total Quality Control) como uma ferramenta que melhor representa o ciclo de gerenciamento de uma atividade.

O conceito do Ciclo evolui ao longo do tempo vinculando-se também com a idéia de que uma organização qualquer, encarregada de atingir uma determinada meta, necessita planejar e controlar suas atividades.

O Ciclo PDCA compõe o conjunto de ações em seqüência dada pela ordem estabelecida pelas letras que formam a sigla: Plan (planejamento) estabelecer missão, visão, objetivos e metas, procedimentos, processo e metodologias que serão necessários para o alcance dos resultados esperados; Do (execução) realizar e executar as atividades; Check (verificação) monitorar e avaliar periodicamente os resultados e os processos confrontando-os com o planejado, consolidando as informações e emitindo relatórios; Act (agir) agir de acordo com o avaliado e com as informações emitidas nos relatórios, eventualmente confeccionar novos planos de ação e aprimorar a eficiência e eficácia da metodologia aplicada e aperfeiçoando a execução corrigindo as falhas ocorridas durante o processo.

Todas as organizações devem utilizar o Ciclo PDCA para desenvolver o Planejamento e Controle do escopo de um projeto. A aplicação do Ciclo permite que a organização realize melhorias contínuas em seus processo e metodologias. Isto, além da redução de custos e aumento da produtividade, repercute positivamente na tomada de decisão por parte dor Gerentes de Projetos, pois favorece a obtenção de informações confiáveis durante o ciclo de vida do projeto.

O Ciclo PDCA é parte fundamental de qualquer organização que implementa projetos, pois se constitui, na prática, de um modelo de gestão altamente eficaz. Em Gerenciamento de Projetos, o Ciclo PDCA e as fases de Planejamento e Controle trabalham com os mesmos conceitos.
Resumindo, a aplicação do Ciclo PDCA, aliado ao Planejamento e Controle, permite à equipe de projeto:
- Avaliação de desempenho;
- Comparação entre o realizado e o planejado;
- Análise dos desvios;
- Tomada de ações corretivas;
- Acompanhamento para avaliar a eficiência das ações implementadas;
- Adição de informações a serem utilizadas em processos e metodologias em projetos futuros;
- Captação de informações que auxiliem à tomada de decisão.

A tomada de decisão é basicamente, a escolha de uma opção entre diversas alternativas existentes, seguindo determinados passos previamente estabelecidos e culminando na resolução de um problema de modo correto ou não. Envolve oito etapas:
- Análise e identificação da situação;
- Definição dos critérios e sub-critérios;
- Identificação das restrições;
- Desenvolvimento de alternativa;
- Comparação entre as alternativas;
- Classificação dos riscos de cada alternativa;
- Escolher a melhor alternativa; e
- Execução e avaliação.

Projetando: O Escopo de Projetos

Para falar sobre Escopo, ou seja, sobre o trabalho a ser feito em um projeto, sempre é bom lembrar que antes do projeto propriamente dito é comum ainda ser realizado um estudo de viabilidade para o mesmo ser formalizado, onde é feita uma análise sobre todas as variáveis que circundam o seu contexto a fim de determinar pontos fortes e fracos que levariam a realizar o projeto em questão.

O Escopo de um projeto é onde se descreve o que se quer como solução, produto ou serviço e, por isso, precisa ser precisamente delineado para que, através dele, o trabalho tenha uma referência por onde será conduzido.

O gerenciamento do escopo do projeto inclui os processos necessários para garantir que o projeto inclua todo o trabalho necessário, e somente ele, para terminar o projeto com sucesso e trata principalmente da definição e controle do que está e do que não está incluído no projeto.

Como foi visto em uma postagem anterior sobre o ciclo de vida do gerenciamento de projetos , este descreve um conjunto de processos que devem ser seguidos para que o projeto seja bem gerenciado, os quais são Iniciação, Planejamento, Execução, Monitoramento ou Controle e Encerramento.

Todo processo de gerenciamento definido para as 9 áreas do guia PMBOK pertence a um grupo de processos do ciclo de vida do gerenciamento de projetos.

Os Processos de Gerenciamento de Escopo e o grupo de processos do ciclo de vida do gerenciamento de projetos ao qual pertencem, na versão atual do PMBOK são:
  • Planejamento do escopo – Planejamento – criação de um plano que documenta como o escopo do projeto e a EAP (Estrutura Analítica do Projeto) serão definidos e controlados.
  • Definição do escopo – Planejamento – criação de uma declaração do escopo detalhada do projeto.
  • Criar EAP – Planejamento – subdivisão das principais entregas do projeto e do trabalho do projeto em componentes menores e mais facilmente gerenciáveis.
  • Verificação do escopo – Monitoramento e Controle – formalização da aceitação das entregas do projeto terminadas.
  • Controle do escopo – Monitoramento e Controle – controle das mudanças no escopo do projeto.
A boa prática diz que uma declaração do escopo do projeto deve considerar os seguintes itens:
  • Objetivos do produto e do projeto;
  • Características e requisitos do produto ou serviço;
  • Critérios de aceitação do produto;
  • Entregas e requisitos do projeto;
  • Restrições do projeto;
  • Premissas do projeto;
  • Organização inicial do projeto;
  • Riscos iniciais definidos;
  • Estrutura Analítica do Projeto – EAP ou WBS - Work Breakdown Structure);
  • Estimativa aproximada de custos;

75% dos projetos de TI são entregues com atraso

por IT Web - 24/09/2007

A última enquete realizada com os leitores do IT Web questionou os profissionais sobre o percentual de projetos de TI entregues depois do prazo, nos últimos dois anos.


Dos 151 participantes, a maioria, ou 27,15%, respondeu que 75% dos projetos são entregues com atraso. Outros 21,19% afirmaram que 50% dos trabalhos são entregues depois do prazo e 19,21% votaram na opção 100% dos projetos entregues com atraso.

A minoria, ou 9,27% dos participantes, afirmou que todos os projetos dos últimos dois anos tiveram seu desenvolvimento dentro do prazo pré-estabelecido.

Gestão de projetos cresce e se profissionaliza

por Financial Web - 30/05/2008

A gestão de projetos já assume um papel estratégico dentro das companhias instaladas no País, de acordo com um estudo realizado pelo Project Management Institute Brasil (PMI), entidade internacional que regulamenta os executivos do setor. O trabalho constatou que o grau de profissionalização nessa área é crescente e que o monitoramento de projetos é cada vez mais valorizado dentro das empresas.

O “Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos”, realizado com 184 empresas (entre elas, Petrobrás, Nestlé, Vale, IBM e Lojas Renner), concluiu que 65% dos responsáveis por essa área possuem a certificação PMP (Project Management Professional) conferida pelo PMI. Segundo a entidade, são mais de 4 mil pessoas capacitadas no Brasil, e o número cresce ano a ano.

O coordenador geral do trabalho, Américo Pinto, explica que o reconhecimento do profissional é fruto dos resultados trazidos por uma gestão de projetos eficaz. “Enquanto o amador toca as coisas na base da intuição, aumentando os riscos de fracasso, o gestor profissional se vale de metodologias e ferramentas reconhecidas internacionalmente, aumentando as chances de sucesso”, explica.

Os benefícios de se investir em estão de projetos são diversos, segundo as empresas consultadas pelo PMI. Mais de 80% delas indica que gestão de projetos contribui para o maior comprometimento com os objetivos e resultados; 76% citam a disponibilidade de informação para tomada de decisão; outras 72%, melhoria de qualidade nos resultados; e 66%, aumento da satisfação do cliente (interno e externo).

O estudo destaca também a redução do retrabalho durante os projetos, como um fator que prova o amadurecimento do gerenciamento. Em 2003, esse era um ponto crítico para 72% das empresas consultadas. Na pesquisa com dados de 2007, o percentual caiu para 26%.


Oportunidades

Segundo o PMI, a valorização do gerenciamento de projetos abre um novo caminho de oportunidades para os executivos brasileiros. A entidade traz, em 2008, novas certificações para o País. A mais recente é a de gerenciamento de programas (PgMP), destinada a gestores que coordenam múltiplos projetos inter-relacionados.

Outra oportunidade é o oferecimento de bolsas de estudos para cursos preparatórios da certificação PMP, pelo PMI São Paulo, que tem o maior número de associados entre as filiais da América Latina.

Gestão de projetos precisa de processos

por Gustavo Brigatto - 06/06/2008

Gerir a TI com fatos e dados é um dos objetivos de se implementar estratégias de gestão de portfólio e projetos. E este é o tema de um dos workshops da 6ª edição do IT Conference nesta sexta-feira (06/06). Mas para que isto seja bem-sucedido, Aguinaldo Aragon, da Aragon consultores, adverte: é preciso pensar primeiro no processo e depois na ferramenta. "Qualquer coisa que se faz em tecnologia é ciência social, de psicologia, liderança, não é só tecnologia", diz. "A decisão do investimento não é mais só do executivo da área de TI", completa.


Durante sua apresentação na manhã desta sexta-feira (06/06), Aragon comentou as duas metodologias mais conhecidas para esse processo. A mais conhecida, do Project Management Institute (PMI) e a Val IT - criada pelo IT Governance Institute (ITGI) em 2006, que tem foco no retorno financeiro dos investimentos em TI. "É preciso ter um mínimo de norte para a TI, processos de portfolio de projetos e de gestão de projetos de programas, além de mecanismos organizacionais para que o negócio participe na definição das prioridades", afirma. Com tudo priorizado e acertado, o consultor sugere que demandas de emergência sejam colocadas em um "balde de horas", que devem ter seu consumo medido para inserção no planejamento do ano seguinte.